Qui, 26/02/2026 - 08:50
Abriu portas, ontem, em Alfândega da Fé, o Polo de Cultura e Ciência da Universidade Aberta, o único desta natureza no distrito de Bragança.
A estrutura pretende aumentar a oferta de ensino superior na região e reforçar a qualificação da população, através de um modelo assente no ensino à distância e na dinamização cultural e científica, conforme explica António Moreira, diretor do Polo de Cultura e Ciência de Alfândega da Fé. “Temos, de facto, um plano que é muito ambicioso porque tem atividades que cruzam a cultura e a ciência, mas também a dimensão educativa e formativa. É um polo que com certeza vai ter um sucesso imenso. Iremos aqui estar presentes através daquilo que é hoje uma sociedade em rede e uma sociedade digital”.
A Universidade Aberta quer dar uma nova oportunidade a quem interrompeu os estudos. “Muitas pessoas interromperam os seus estudos, em determinada altura, porque tiveram de optar por desenvolver determinadas atividades profissionais e a Universidade Aberta, estando aqui presente através do seu polo, dá uma nova oportunidade dessas pessoas reingressarem numa instituição de ensino superior sem saírem de casa, se quiserem efetivamente estudar, porque é a universidade que vai à casa das pessoas e não são as pessoas que se deslocam à universidade. Porque através, hoje, destas plataformas digitais, destes ambientes virtuais de aprendizagem, nós conseguimos levar o conhecimento a qualquer habitação”.
Considerando que o novo polo é “um passo importante para a região”, o presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, sublinhou que o principal impacto esperado é a capacitação da população. “É mais uma instituição superior de ensino público que está no nosso território. Tem o grande objetivo de ser um dinamizador na área educativa, na área da educação digital, na área do ensino à distância, na investigação académica. Queremos também ter uma verdadeira porta aberta no território para que os nossos jovens e menos jovens possam continuar a fazer o seu percurso académico. E, para esse efeito, o município de Alfândega da Fé vai associar-se a este projeto no sentido de criar apoios específicos para apoiar os alunos do nosso concelho e não só. Queremos ir mais longe e ajudar aqueles que queiram inscrever-se neste polo para se licenciar e continuar a sua graduação académica”.
Associada ao polo está a Cátedra Mestre José Rodrigues, que reforça a vertente académica e de investigação. A estrutura pretende articular educação, ciência e cultura, promovendo teses de mestrado e doutoramento relacionadas com a vida e obra do escultor e com temas ligados ao território. E segundo destacou Eduardo Tavares, será ainda criado o Prémio Mestre José Rodrigues. “Tem duas vertentes: uma escolar, que é para os alunos do nosso agrupamento de escolas, desde o ensino básico até ao secundário, e temos depois outra vertente que é a vertente académica, para atrair investigadores que venham estudar, ajudar a desenvolver a imagem, a vida e a obra deste escultor, importante escultor português”.
Estão previstas bolsas que poderão “assegurar o pagamento integral das propinas”, não apenas para alunos do concelho, mas também para jovens de outros territórios que optem por estudar em Alfândega da Fé e “utilizar o espaço para aulas, exames e trabalhos académicos”.





