Discotecas continuam de portas fechadas sem data para reabrir

Qua, 07/04/2021 - 09:21


As discotecas estão encerradas há mais de um ano e ainda não há data prevista para reabrirem. Telmo Garcia, de 47 anos, empresário brigantino, trabalha no ramo da noite há 16 anos e, perante o cenário, só quer voltar a abrir os espaços e esquecer o pesadelo que vive

Telmo Garcia abriu a mítica discoteca Mercado Club há 16 anos. O interesse pelo negócio já o levou-o a pôr de pé o Club Havana e a adquirir o Moda Café.

O empresário, que nasceu em Angola, mas vive em Bragança desde jovem, assume que, passado um ano de ter fechado as três discotecas, não sabe quando as pode voltar a abrir e que tudo o que se está a passar já está a deixar as pessoas saturadas. "Outro dia, em off, alguém até do Governo, em jeito de brincadeira, nos dizia que a pandemia acaba quando as discotecas reabrirem. As discotecas só voltarão a abrir quando houver um controlo total e não houver dúvidas acerca da Covid-19. Vou por de lado a parte empresarial, porque muitas vezes também sou um cliente comum, e sinto saudades. É um vazio enorme".

Telmo Garcia está confiante que quando reabrirem as discotecas, as três casas que tem se vão encher. O empresário garante ainda que os clientes, nessa altura, não têm nada a temer e podem frequentá-las com segurança. "O dia que o Governo permitir essa abertura, os clientes podem estar perfeitamente tranquilos e seguros de que podem frequentar os espaços com segurança. O meu espírito de empresário diz-me que as pessoas querem sair e que vai haver um boom muito grande nos primeiros dois anos. Se será o necessário para recuperar não sei. Que os clientes regressem, que as casas se encham e que se esqueça este pesadelo".

Além do dinheiro que deixou de facturar, o empresário estima já ter gasto mais de 150 mil euros para manter as contas das discotecas em dia. Ainda assim, o Governo já começa a ajudar. "Se falarmos em perder, estamos a falar de uma pequena fortuna. Eu já só vejo aquilo que me saiu do banco, mas é verdade que o Governo já tem dado alguma ajuda substancial, que nos permite reabrir com mais tranquilidade".

Telmo Garcia tinha dez empregados quando encerrou as discotecas. Neste momento tem oito, porque dois deles optaram por seguir outro caminho. Mesmo que pudesse despedir alguém, admitiu que não o faria, já que quer ter os “melhores“ a seu lado quando reabrir.

O empresário tem outros negócios, mas o da noite está em suspenso há mais de um ano. Ainda assim, acredita que os clientes vão voltar em força, que os primeiros dois anos de abertura serão de casa cheia e que é preciso esquecer o que se perdeu, olhando em frente.

Escrito por Brigantia

Jornalista: 
Carina Alves