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Primeiros troços da A4 abrem daqui a dois anos

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Qua, 10/12/2008 - 16:51


Os primeiros troços da Auto-Estrada Transmontana vão abrir ao trânsito dentro de dois anos e um ano antes da conclusão de toda a obra. O anúncio foi feito, na passada quarta-feira em Bragança, pelo ministro das Obras Públicas durante a cerimónia de concessão da A4 ao consórcio vencedor do concurso público lançado há um ano.  

Mário Lino salientou que o distrito de Bragança é a zona do país mais atrasada no que diz respeito ao Plano Rodoviário Nacional e que com a adjudicação da A4, IP2 e IC5 vai cumprir-se mais do 90% do que está previsto.

Em Janeiro de 2011, deverão abrir ao trânsito os primeiros quilómetros da A4.

 

“Daqui a 32 meses teremos tudo isto construído, mas daqui a 24 meses teremos abertos ao trânsito os primeiros três troços que vão de Vila Real a Sabrosa, o troço no concelho de Macedo de Cavaleiros e a variante a Bragança” adianta Mário Lino.

 

A A4 entre Vila Real e Bragança vai ter 186 quilómetros, mas o lanço a construir é de 130 fazendo o aproveitamento do corredor do IP4.

 

O presidente da comissão executiva da Soares da Costa, que lidera o consórcio vencedor, salientou que a empresa vai procurar minimizar os estrangulamentos que esta situação vai causar aos automobilistas.

“Uma parte significativa da obra vai ser executada no traçado do actual IP4 e isso não se consegue fazer sem pedir sacrifícios aos utilizadores” afirma Pedro Gonçalves acrescentando que “vamos procurar faze-lo da forma mais rápida e com menor perturbação possível”.

 

A obra que deve estar concluída no final de 2011 vai ter no terreno mais de dois mil trabalhadores dentro de um ano.

 

O primeiro-ministro que sempre se referiu à A4 como “a auto-estrada da justiça” diz agora que este investimento se faz razões de “igualdade”. Mas José Sócrates aponta “a economia e a qualidade de vida” como mais duas razões para a construção desta via.

A A4 deverá induzir uma redução da taxa de sinistralidade grave na ordem dos 65% o que significa também uma diminuição média de 19 mortos por ano. O chefe de Governo salienta por isso, que “este é um investimento na segurança porque salva vidas”.

 

Este investimento de 440 milhões de euros conta com financiamento de 291 milhões do Banco Europeu de Investimento.

Escrito por Brigantia