PUB.

A importância da máscara no percurso da artista mirandesa Balbina Mendes

Qui, 02/01/2020 - 09:09


A pintora transmontana Balbina Mendes começou a expor há 30 anos.

Desde aí já levou o seu trabalho, através de exposições individuais, a vários pontos do globo como Espanha, Bélgica, Áustria, Estados Unidos da América, Austrália e Índia, tendo igualmente participado em inúmeras exposições colectivas.

O seu percurso artístico já passou por diversas fases, tendo começado na paisagem, mas as máscaras têm sido presença marcante nas últimas séries.

“A paisagem teve um peso muito importante no início da minha pintura. Depois, ainda quando eu estava a pintar a série do Douro, em que pintei o Douro desde a nascente até à foz, fui pintado vários aspectos das características dos dois povos irmãos, nomeadamente arquitectura tradicional, algumas tradições em vias de extinção, como por exemplo os rituais de inverno com máscaras. Foi aí que pintei a primeira máscara e essa primeira máscara deu-me ensejo para continuar a pintar uma série de máscaras”, explicou a artistas natural de Malhadas, Miranda do Douro.

Desde essa altura a máscara causou fascínio e assumiu protagonismo na obra da pintora, que diz não ter ainda esgotado o tema. Na última série, a máscara ganhou uma nova forma.

“Na minha obra as próprias máscaras têm vindo a sofrer metamorfoses, têm vindo a alterar-se. De tal maneira que estas máscaras que estão aqui plasmadas em plexiglass e que se sobrepõem a um rosto – que é um rosto de hoje, contemporâneo – foram apropriadas das máscaras que eu já pintei na própria série, só que são transformadas em outra imagem, mas são as mesmas máscaras, simplesmente transformadas, metamorfizada”, explicou.

A artista confessa que, mesmo com décadas de experiência, não é fácil expor a sua obra. O trabalho de Balbina Mendes pode ser visto no Museu do Abade de Baçal em Bragança, onde está patente a exposição “Rosto, Máscara intemporal”.

Escrito por Brigantia

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro