Sex, 27/02/2026 - 17:17
Mogadouro abriu portas, hoje, ao Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, que resulta de um protocolo de colaboração entre o município e o escultor que dá nome ao espaço, que cedeu o seu espólio artístico para exposição permanente.
Visivelmente emocionado, Manuel Barroco descreveu o momento como um dos mais significativos da sua vida. “Representa uma das melhores coisas da minha vida porque é o reflexo daquilo que eu penso sobre a arte. É importante trazê-la aqui para a minha terra natal, onde a arte não tem sido assim muito bem acarinhada”.
Presente na inauguração esteve o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que lançou um desafio ao município: inscrever o centro na Rede Nacional de Arte Contemporânea. “Os equipamentos que integram a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea funcionam em rede e funcionando em rede têm muito mais visibilidade, mais capacidade de poderem comunicar entre si e comunicar para os públicos. Também têm uma outra forma de poderem ter acesso a uma programação, até financiamentos e candidaturas, e, portanto, é muito importante para o nosso país que a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea seja cada vez mais reforçada com equipamentos de grande qualidade”.
Dizendo que o centro “representa um marco para Mogadouro”, o presidente da Câmara Municipal, António Pimentel, admitiu que este desafio é um grande propósito. “Com certeza que esse será um dos nossos objetivos. Vamos tratar de o enquadrar, a nível nacional, dentro daquilo que for possível. E a rede de Centros de Arte Contemporânea será um desses objetivos que nos vamos propor”.
O espaço que acolhe o centro foi comprado em 2004, no primeiro mandato de António Pimentel como vereador. “Custou 250 mil contos” e, agora, recebeu obras que incidiram na transformação visual e funcional do edifício e que custaram 100 mil euros, valor suportado pela autarquia.





