Caso Giovani: defesa quer juntar parecer sobre autópsia ao jovem que morreu

Seg, 22/02/2021 - 15:59


Continua, hoje, mais uma sessão do julgamento do caso Giovani Rodrigues.

A defesa do arguido Bruno Coutinho pediu ao colectivo de juízes para que se junte ao processo um parecer de Teresa Magalhães, antiga directora do Instituto de Medicina Legal do Porto, que conclui que o traumatismo crânio-encefálico que o jovem cabo-verdiano apresentava resultou de uma pancada, mas não se percebe se terá sido provocado por uma queda ou agressão.

Foram ainda ouvidas escutas relativas a este arguido, uma vez que a advogada alega que foram mal transcritas. Na transcrição Bruno Coutinho diz que pegou no pau descrito na contenda, mas este afirma que não pegou. A escuta foi ouvida várias vezes, hoje, na sessão, mas o colectivo de juízes cheou à conclusão que não é claro que o arguido tenha dito que não pegou no pau. Assim, a advogada de defesa pediu a que se solicite ajuda técnica à Faculdade de Engenharia do Porto, para que o som fique mais perceptível.

O arguido Bruno Coutinho, que continuou a ser ouvido ontem, tendo começado a falar já na segunda sessão, voltou a afirmar ter batido num africano, mas afirma que não era o jovem Giovani, e que só o fez porque o rapaz o desafiou e lhe bateu primeiro.

Na sessão de ontem também foram ouvidos os arguidos André Pires e Tiago Fernandes. Ambos disseram não ter agredido ninguém. Ainda assim, à semelhança de Bruno Coutinho, confirmam ter visto Bruno Fará a usar um pau, aquele que é descrito na acusação.

A próxima sessão é no dia 2 de Março, servindo para ouvir o último arguido e os peritos acerca da autópsia a Giovani. No dia 3 e 22 do mesmo mês estão marcadas mais duas sessões, em que falarão algumas testemunhas da acusação.

Escrito por Brigantia

 

Jornalista: 
Carina Alves