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UGT quer que governo se preocupe mais com os trabalhadores penalizados pela pandemia

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Seg, 29/06/2020 - 10:36


A UGT reuniu o secretariado nacional, na passada sexta-feira, em Bragança e aprovou um projecto de resolução que quer que seja tido em conta na realização do Orçamento Rectificativo. Segundo o secretário-geral, o governo está atribuir “muitos apoios” às empresas, mas está pouco preocupado com os trabalhadores. Em fase de pandemia, Carlos Silva afirma que os trabalhadores foram “extremamente” penalizados.

“Continuamos a ter precários e foram os primeiros a ser escorraçados das suas empresas logo em Março, quando se iniciou o estado de emergência. Agora onde está o apoio a muitos desses trabalhadores? Foram para a rua, as empresas recorreram ao lay-off para receberem dinheiro do estado, mantiveram muitos trabalhadores em lay-off, com um corte salarial tremendo. Agora algumas querem continuar a cavalgar a onda e tentar contrariar o compromisso do senhor primeiro-ministro”, sustentou.

Com este projecto de resolução o objectivo é dialogar e negociar colectivamente para uma maior valorização dos trabalhadores. Garantir um subsídio de desemprego a todos os que nesta altura ficaram sem emprego é um dos propósitos da UGT.

“Os empresários em Portugal foram todos beber à teta do estado. E depois? As empresas recebem apoios do estado vão garantir os salários? E se houver desemprego? E se as empresas fecharem as portas, não vão ser responsabilizadas?”, questiona, acrescentando que “o dinheiro que lhes for entregue também é dos contribuintes”. A UGT quer “sobretudo garantir que o desemprego que está a acontecer tenha apoios do estado. Sabemos que muitos trabalhadores precários que foram postos no olho da rua durante o início da pandemia não tinham condições de chegar ao subsídio de desemprego”.

Carlos Silva aponta ainda para a falta de diálogo na função pública e o esquecimento do Governo no que toca à reposição e progressões das carreiras.

“Passam de um patamar de reconhecimento do país para terceiro, já se esqueceram das necessidades de reposição das carreiras, das progressões da melhoria dos seus salários, da valorização de diálogo social”, sublinhou.

O secretariado nacional da UGT aprovou, por unanimidade, um projecto de resolução com reivindicações. Será entregue aos grupos parlamentares, ao Governo e ao Presidente da República enquanto decorre a elaboração do orçamento rectificativo. Escrito por Brigantia.

Jornalista: 
Ângela Pais