Sex, 21/03/2025 - 09:12
Segundo o administrador da companhia aérea, Carlos Amaro, o avião “foi resgatado” do aeródromo de Tires, depois de o Governo ter procedido ao pagamento de “uma tranche daquilo que deve”, mas considera que é “triste” fazer o pagamento de algo “que não se deve”. “Eu acho isto uma tristeza, estar a pagar uma coisa que me parece óbvio que não se deve, mas como sempre dissemos, no dia em que o Governo nos pagasse, pagámos à Cascais Dinâmica. No nosso entender, pagámos um resgate”.
Carlos Amaro acrescenta que receia que haja outras retaliações. “O comportamento da Cascais Dinâmica e da câmara de Cascais não augura nada de bom”.
A ligação aérea regional foi interrompida, no início de março, depois de o município de Cascais ter retido o avião no aeródromo de Tires. Em causa estava uma alegada dívida da Sevenair, no valor de 107 mil euros, à empresa municipal Cascais Dinâmica, referente a serviços de “handling”.
A Câmara Municipal de Cascais sugeriu, agora e em comunicado, à Sevenair e ao Governo que passem a utilizar outra infraestrutura aeroportuária em alternativa ao Aeródromo Municipal de Cascais, alegando “perda de confiança” na empresa que realiza a ligação aérea entre Trás-os-Montes e Algarve.
A autarquia de Cascais, presidida pelo social-democrata Carlos Carreiras, alega que, as taxas de handling, formam apenas uma “pequena parte da dívida” e que foi a sucessiva, falta de pagamentos da Sevenair à Cascais Dinâmica, que fez com que a empresa perdesse credibilidade.
O Município de Cascais alerta ainda que que não haverá “nenhuma margem para cedência de crédito”, caso a Sevenair volte a “incumprir com as suas obrigações”
Três semanas depois de os voos terem sido suspendidos, a Sevenair retoma, hoje, a ligação Bragança - Vila Real - Viseu – Cascais - Portimão.
Escrito por Brigantia