"A um clube como o Bragança não chega dar roupa limpa para os jogadores treinarem"

Ter, 17/04/2018 - 15:21


Tony Afonso, técnico do GDB, não se arrepende de ser assumido o comando técnico da equipa, em dezembro passado, apesar da despromoção ao distrital.

O técnico afirma que as dificuldades que passou e passa com o plantel fizeram-no crescer como pessoa e treinador.
“Peguei na equipa numa situação muito difícil e na altura até era mais fácil não ter aceitado. Mas decidi arriscar e olho para trás e não me arrependo, faria a mesma coisa. Tivemos muitas adversidades e na dificuldade é que crescemos. Se calhar cresci mais nestes últimos cinco meses com esta situação do que numa época em que a posição na tabela fosse mais confortável”.
O treinador assegura que os seus jogadores “trabalham sempre no máximo” e não esconde a revolta com a época atribulada face “às várias lesões e saídas de jogadores importantes” como Landinho e Carvalho.
Ao grupo também faltou mais tranquilidade e apoio interno. Para Tony Afonso ter roupa lavada não chega para conseguir realizar um bom trabalho.
“Na estrutura do clube há muita gente. Claro que houve pessoas que se envolveram muito mas outras deviam ter-se envolvido mais e deviam ter acreditado mais em nós. A um clube que anda nos nacionais e um clube como o Bragança não chega dar roupa limpa para os jogadores treinarem. Isso há 20 anos atrás chegava já hoje há muita coisa para além disso”.
O técnico considera ainda urgente mudar o quadro competitivo do campeonato.
“É impensável num campeonato de 16 equipas descerem seis. E é impensável num campeonato de 80 equipas subirem apenas duas. Não me parece equilibrado. Penso que a federação tem que rever isto”.
Com a despromoção ao distrital confirmada, o Bragança quer agora terminar a época com uma vitória, em casa, já no próximo domingo, frente ao São Martinho.

 

 

Jornalista: 
Susana Madureira